Uma bela canção

Author: Heitor de Oliveira /

E quando voltamos ao passado, encontramos nossos grandes heróis : Vinícius, Camões, Pessoa, Chico, Raul, Gonzaguinha, Cazuza, Carreiro, Saramago, Machado, entre tantos outros que passaram e nos deixaram grandes heranças. Nessa música eu consegui parar e refletir : de todas essas obras, idéias e pensamentos que herdamos de um passado brilhante, o que cabe a nós fazer ?
Acredito que criar mais e mais é uma ótima solução, e criar com prazer é o que tento fazer, para você leitor e para todo o batalhão de genialidades do futuro !

Aproveitem a canção.


Heitor Oliveira.

O Brasil e a Crise de "2008"

Author: Heitor de Oliveira /

   A crise econômica que assola o mundo em 2011 é um resultado de uma série de crises norte americanas que se expandiram de maneira global e culminaram em 2008.Um fato impressionante é a reação do Brasil a essa crise, afinal para um país acostumado a sofrer muito com as crises mundiais, dessa vez não aparenta ter consequências muito graves.
   O primeiro sinal do que está havendo hoje aconteceu em 2001 : a "dot-com bubble" , uma bolha especulativa caracterizada por uma supervalorização das ações das TICs que repentinamente se esvaziou e gerou uma pequena crise que se intensificou com a quebra do sistema hipotecário americano.
    É notável que o Brasil não apresenta sérias consequências relacionadas à crise se comparado com os paises europeus como a Grécia e a Inglaterra, mas pensar que esta nação sul-americana é invulnerável à esse pandemônio é um erro grave. Apesar de em 1999 o governo brasileiro ter dado início a medidas de proteção econômica como a transferência do câmbio fixo para o flutuante não devemos esquecer as crises mexicana, sudeste asiática e russa na década de 90 que elevaram a dívida externa brasileira a um nível praticamente insustentável.
   A causa dessa Tsunami não ter chegado ao Brasil ainda é o fato de os governos FHC e Lula terem liquidado a dívida a menos de 40% do PIB e mantido uma balança comercial favorável ao país. Entretanto não se pode ignorar a situação de outros países, importadores do Brasil no momento da crise, Se houver uma baixa nas exportações a balança pode se tornar desfavorável e então será uma questão de tempo para que a maior potência da América Latina se afunde na crise.
   A primeira década inteira do século XXI é responsável pelo cenário econômico mundial. O Brasil vive uma impressão de invulnerabilidade à crise que pode ser desfeita à medida que esta se expande, e a solução ainda não foi elaborada, pois como colocou a economista Maria da Conceição Tavares para a Carta Maior : vivemos em um período de trevas.

Descaso ou depressão

Author: Heitor de Oliveira /

O que diria o mundo sobre todas essas coisas horríveis que estão acontecendo ? O mundo responderia calma ou agressivamente ao descaso absurdo dos grandes governos atuais ? Eu diria que o mundo responderia de forma heterogênea, pois parece que a medida que se da a volta ao planeta as pessoas se tornam completamente diferentes, algumas aceitam, outras protestam, outras fingem que aceitam e outras fingem que protestam. Quero dizer :o que é o mundo senão os seres que o habitam ?

Todos os dias quando me deito, olhando as cinzas da minha própria casa, isto é, São Paulo o lugar onde moro, imagino que milhares de pessoas estão sofrendo na Índia com a fome, afinal em todos os jornais daqui as manchetes mostram o marco de uma semana de greves, mas então reflito :é só na Índia que as pessoas morrem de fome ? É só o governo Indiano responsável por este terrível cavaleiro que assombra essa Terra abençoada e amaldiçoada ? Caro leitor, digo que não. Digo que o conjunto de todos os países e esse seu sistema econômico falho e injusto é o que permite a existência, não só da fome, mas da violência !
Longe de mim um discurso socialista, longe de mim pregar a democracia, longe de mim crucificar o capitalismo. Afinal, socialismo, democracia e capitalismo, assim como todos os outros ícones da vivência humana são falhos e até hoje, não conseguimos encontrar a perfeição. A resposta para o novo mal do século é o descaso humano ao se tratar de sua própria espécie e pior, ao faltar com respeito com as outras.
O mundo não está acabando, mas a cada dia que passa me parece que vida é mais impossível, a depressão toma conta da sociedade e quando não toma é sinal que esta mostra o verdadeiro descaso com metade da humanidade.

Sonhei com você menina

Author: Heitor de Oliveira /


Depois de algumas horas nos amando
O vazio pairou após um telefonema
Era você, a garota que eu estive sonhando
Pra dizer que o nosso caso não passava de um cinema

Lembrei de cada dia como se fosse agora
Deixei as lágrimas caírem nesta folha de papel
Eram lágrimas do coração de um poeta que chora
Por perder uma amada que se foi ao léu

Não é que eu esteja lhe implorando de volta
É só que a minha esperança é menina solta
Que vem e me diz que você ainda é minha
E que me lembrava do sonho quando você vinha...

Menina menina...


Dedicado a ti, Esperança.



Me parece

Author: Heitor de Oliveira /

Me parece que hoje em dia nós somos o que temos

Me parece que não importa mais o ser, mas sim o ter

Me parece que a alegria tomou forma e o amor perdeu paixão

Me parece que a tristeza está efêmera e a raiva está com medo]


Me parece que o mundo está acabando e as pessoas nem aí

Me parece que essa gente é pouca gente, mesmo dentro de tanta gente

Me parece que a criança não quer mais ser herói, ela quer ser muito rica

Me parece que a vida é mais pequena, mesmo em anos ser maior]


Me parece que a poesia perdeu espaço, mesmo o mundo mais solitário

Me parece que o beijo de cinema perdeu lugar pra violência da razão

Me parece que os sentimentos são escassos e a vontade agora é líquida

Me parece que o dinheiro vem e vai, e as personalidades vão e vem]


Me parece que mais me vale escrever para não chorar

Mas me parece tanta coisa que nem sei como continuar.

Menina Moça

Author: Heitor de Oliveira /

Mais que um olhar e mais que um sorriso

Eu senti o calor fervoroso que jamais sentira
O mundo parava, a música ecoava em um única lira
Meus sentimentos se resumiram num instante impreciso

Você passava e dançava como a Lua retira o Sol da sua valsa
Nos seus olhos eu via o verde dos mares a soar
Na sua boca eu via o rosa do poer a me alcançar
E em seu sorriso eu vi a vida passar em uma única luz à falsa

Você que não dança e sorri como uma ingênua moça
Me faz correr à sua volta como um carrossel a entreter uma criança

Você que não quer amor demais e vida a esmo
Me deixa solto à liberdade como o papel ao vento, imenso

Apelo apenas a seus olhos que me embriagam num prazer imenso
E ao seu sorriso que lubridia ao virar uma menina.



Dedicado a ti, Esperança.




Saudade

Author: Heitor de Oliveira /


Saudade é água fria nas noites de inverno
É ferida maldita que não se cura com tempo

Saudade é falta que o amor nos traz
É vazio de dentro que chora pra fora

Saudade é como ter a impossibilidade aos seus pés
É como ter amor sem ser amado

Saudade mata por dentro, machuca a alma
É sentimento sólido, porém intocável

Saudade é dor, paixão, amor, solidão
Na forma de um ardor implacável...

Saudade é saudade sem saber pra quê
Saudade é saudade, só se sabe o porquê.

Curto adeus

Author: Heitor de Oliveira /

Os momentos deixaram lembranças que jamais serão apagadas

Os momentos felizes, daqueles que deixam raízes e mais...e mais...

Sofrimento é apenas o começo do final
Um final que deixou dores que ainda me rasgam o peito
Entretanto ouço vozes que me confortam
Dizem que é o melhor para nós, dizem que a vida é desse jeito

Os anos se passaram e juntos vivemos aqueles momentos
Vivemos intensamente cada um deles e aproveitamos ao máximo
Pena que durou pouco tempo, pena que anos foram insuficientes...
Agora só nos resta chorar o necessário e então começar a sorrir novamente

E aqui vai o meu último adeus, adeus de um amigo apaixonado
Apaixonado de uma paixão que se perdeu aos poucos
Junto com o amor que contive tão intensamente...
Adeus, até breve...

Ela dançava

Author: Heitor de Oliveira /

Um charme, uma luz, uma beleza

Algo que nunca vira antes
Uma mulher inconsequente

Ela estava feliz como nascer numa manhã de verão
Agitada e dispersa como os pássaros a voar sob o efeito da luz
Um olhar fagueiro e demorado que me fascinou por inteiro

Ah ! O vestido, nem curto, nem longo, simplesmente único em sua perfeição
Caia levemente sobre seu corpo como um véu de seda cairia aos olhos de uma noiva
Era como contemplar a perfeição em sua mais bela arte a movimentar-se em uma dança

Quem dera eu, mero poeta sonhador, me apresentar com a elegância merecida
Essa mulher era digna de príncipes, não nobres
Mas príncipes, sonhadores como eu, mas príncipes !

A bela criança da Régis

Author: Heitor de Oliveira /

Das mais belas estradas do meu país

Viajo na tortuosa e esburacada Régis Bittencourt

Ah ! Não é a toa que te chamam de morte

Maldita seja, que não me deixa ler nem ver


E a poesia aqui ? Sai mais torta que quando a estrada é reta

É, pois minha poesia não é das mais retas

E a maldita Régis, maldita seja ! Atrapalha mais !

A moderna pena mal encosta no papel

E lá vem buraco ! Malditos sejam os buracos !


Mas que ideia incrível esta minha

Escrever poesia no assento de um ônibus

Ah ! Meu caro leitor, não sabe o que é passear pela serra

Mas não me refiro ao passeio de chão não !

Me refiro ao passeio de versos que essa mata esconde

Passeios trilhados, magníficos e desgraçados

Onde somente o poeta é capaz de andar !


As pessoas da minha carruagem são quietas

Com exceção da linda criança que aos prantos chora

Criatura mais bela a criança, ingênua e sábia !

Diria que de todas as crianças nascem poesias

Mas seria dizer demais sobre algo que, de decifrar, sou incapaz...


Mais cedo disse a um grande amigo meu

Que clima melhor não há, que o frio da mata para ler um bom livro

É...gostaria de achá-lo agora para completar meu dizer

Pois clima melhor não há, que o frio da mata para escrever poesia


Meu ônibus saiu da serra e agora adentra às pequenas cidades do Vale

Ah ! Só lembranças me trazem essas cidades do Rio Ribeira

Saudades de quando fui criança como a bela menina que insiste a chorar

Naquela época não escrevia poesia

Mas posso dizer que minha mente, ingênua e sábia de criança

Fora capaz de produzir sorriso nas faces de mil e um poetas


Sei disso, pois a minha face não é outra que um belo sorriso

Quando escuto a linda menina chorar

Ela sabe que gosto dela, mas esconde o seu saber

Na inocência da idade


É...


No final das contas a Régis não é tão maldita

A Régis de hoje me apresentou um caminho tortuoso

Cheio de poesia, lembranças e uma linda criança

Não sei o nome dela, e sei que ela jamais lembrará de mim

Mas eu sei, que por toda minha vida

Dela hei de lembrar

E quando eu chorar

Vou querer sempre recordar

Daquela infância de algum tempo atrás

Quando eu era poeta e um pouquinho mais.