A crise econômica que assola o mundo em 2011 é um resultado de uma série de crises norte americanas que se expandiram de maneira global e culminaram em 2008.Um fato impressionante é a reação do Brasil a essa crise, afinal para um país acostumado a sofrer muito com as crises mundiais, dessa vez não aparenta ter consequências muito graves.
O primeiro sinal do que está havendo hoje aconteceu em 2001 : a "dot-com bubble" , uma bolha especulativa caracterizada por uma supervalorização das ações das TICs que repentinamente se esvaziou e gerou uma pequena crise que se intensificou com a quebra do sistema hipotecário americano.
É notável que o Brasil não apresenta sérias consequências relacionadas à crise se comparado com os paises europeus como a Grécia e a Inglaterra, mas pensar que esta nação sul-americana é invulnerável à esse pandemônio é um erro grave. Apesar de em 1999 o governo brasileiro ter dado início a medidas de proteção econômica como a transferência do câmbio fixo para o flutuante não devemos esquecer as crises mexicana, sudeste asiática e russa na década de 90 que elevaram a dívida externa brasileira a um nível praticamente insustentável.
A causa dessa Tsunami não ter chegado ao Brasil ainda é o fato de os governos FHC e Lula terem liquidado a dívida a menos de 40% do PIB e mantido uma balança comercial favorável ao país. Entretanto não se pode ignorar a situação de outros países, importadores do Brasil no momento da crise, Se houver uma baixa nas exportações a balança pode se tornar desfavorável e então será uma questão de tempo para que a maior potência da América Latina se afunde na crise.
A primeira década inteira do século XXI é responsável pelo cenário econômico mundial. O Brasil vive uma impressão de invulnerabilidade à crise que pode ser desfeita à medida que esta se expande, e a solução ainda não foi elaborada, pois como colocou a economista Maria da Conceição Tavares para a Carta Maior : vivemos em um período de trevas.
O Brasil e a Crise de "2008"
Author: Heitor de Oliveira /Descaso ou depressão
Author: Heitor de Oliveira /O que diria o mundo sobre todas essas coisas horríveis que estão acontecendo ? O mundo responderia calma ou agressivamente ao descaso absurdo dos grandes governos atuais ? Eu diria que o mundo responderia de forma heterogênea, pois parece que a medida que se da a volta ao planeta as pessoas se tornam completamente diferentes, algumas aceitam, outras protestam, outras fingem que aceitam e outras fingem que protestam. Quero dizer :o que é o mundo senão os seres que o habitam ?
Sonhei com você menina
Author: Heitor de Oliveira /Dedicado a ti, Esperança.
Me parece
Author: Heitor de Oliveira /Me parece que hoje em dia nós somos o que temos Me parece que não importa mais o ser, mas sim o ter Me parece que a alegria tomou forma e o amor perdeu paixão Me parece que a tristeza está efêmera e a raiva está com medo] Me parece que o mundo está acabando e as pessoas nem aí Me parece que essa gente é pouca gente, mesmo dentro de tanta gente Me parece que a criança não quer mais ser herói, ela quer ser muito rica Me parece que a vida é mais pequena, mesmo em anos ser maior] Me parece que a poesia perdeu espaço, mesmo o mundo mais solitário Me parece que o beijo de cinema perdeu lugar pra violência da razão Me parece que os sentimentos são escassos e a vontade agora é líquida Me parece que o dinheiro vem e vai, e as personalidades vão e vem] Me parece que mais me vale escrever para não chorar Mas me parece tanta coisa que nem sei como continuar.
Menina Moça
Author: Heitor de Oliveira /Mais que um olhar e mais que um sorriso
Saudade
Author: Heitor de Oliveira /Curto adeus
Author: Heitor de Oliveira /Os momentos deixaram lembranças que jamais serão apagadas
Ela dançava
Author: Heitor de Oliveira /Um charme, uma luz, uma beleza
A bela criança da Régis
Author: Heitor de Oliveira /Das mais belas estradas do meu país Viajo na tortuosa e esburacada Régis Bittencourt Ah ! Não é a toa que te chamam de morte Maldita seja, que não me deixa ler nem ver E a poesia aqui ? Sai mais torta que quando a estrada é reta É, pois minha poesia não é das mais retas E a maldita Régis, maldita seja ! Atrapalha mais ! A moderna pena mal encosta no papel E lá vem buraco ! Malditos sejam os buracos ! Mas que ideia incrível esta minha Escrever poesia no assento de um ônibus Ah ! Meu caro leitor, não sabe o que é passear pela serra Mas não me refiro ao passeio de chão não ! Me refiro ao passeio de versos que essa mata esconde Passeios trilhados, magníficos e desgraçados Onde somente o poeta é capaz de andar ! As pessoas da minha carruagem são quietas Com exceção da linda criança que aos prantos chora Criatura mais bela a criança, ingênua e sábia ! Diria que de todas as crianças nascem poesias Mas seria dizer demais sobre algo que, de decifrar, sou incapaz... Mais cedo disse a um grande amigo meu Que clima melhor não há, que o frio da mata para ler um bom livro É...gostaria de achá-lo agora para completar meu dizer Pois clima melhor não há, que o frio da mata para escrever poesia Meu ônibus saiu da serra e agora adentra às pequenas cidades do Vale Ah ! Só lembranças me trazem essas cidades do Rio Ribeira Saudades de quando fui criança como a bela menina que insiste a chorar Naquela época não escrevia poesia Mas posso dizer que minha mente, ingênua e sábia de criança Fora capaz de produzir sorriso nas faces de mil e um poetas Sei disso, pois a minha face não é outra que um belo sorriso Quando escuto a linda menina chorar Ela sabe que gosto dela, mas esconde o seu saber Na inocência da idade É... No final das contas a Régis não é tão maldita A Régis de hoje me apresentou um caminho tortuoso Cheio de poesia, lembranças e uma linda criança Não sei o nome dela, e sei que ela jamais lembrará de mim Mas eu sei, que por toda minha vida Dela hei de lembrar E quando eu chorar Vou querer sempre recordar Daquela infância de algum tempo atrás Quando eu era poeta e um pouquinho mais.
