Parabéns Pessoa
Author: Heitor de Oliveira /Pessoas desconexas
Eram quatro nexos sem nexo
Que enfeitaram as vidas anexas !
Hoje, após mais 123 anos de perplexidades
Leio Pessoa cheio de felicidade
E fico mais uma vez perplexo com tanta simplicidade !
Pessoa eterno em suas conexas, desconexas e perplexas obras
E mais uma vez
Ele soa !
Explicações
Author: Heitor de Oliveira /Cheio de mágoas, tristezas, decepções
Que não há mais lugar, que está tudo acabado
Que os humanos são imperfeitos, cheios de emoções
Há também quem diga que a vida é bela
Que o paraíso é aqui mesmo
Contam estórias em noites de taverna
Estórias de taças de vinho, estórias a esmo
E ainda há os que se conformam com nada
Não têm preparadas as explicações
Não viajam em falas inventadas
Apenas vivem suas ínfimas ações
Eu sou do tipo que tenta achar defeitos e vantagens
Quero que o mundo acabe em sonhos e felicidade
Mas não tiro da ideia a impossibilidade
De tudo ser apenas fantasias e falsas imagens
O gosto do Quando
Author: Heitor de Oliveira /
A minha intenção é divulgar o lançamento de um livro de um grande Amigo e poeta Fabrício César Oliveira !
Aos meus amigos e leitores que acompanham o blog sempre que posto, gostaria de vê-los hoje no Barbirô, Rua Vergueiro 1889, às 19:30 do dia 26/04 !
Espero vocês lá !
Livro :"O gosto do quando"
De Fabrício César Oliveira
Óculos pra nóis de cá
Author: Heitor de Oliveira /Óculos
Cegos
Egos
Ecos
Óculos
de Sol
Sóis
pra nóis
Óculos
de lentes
mentes
pra eles
Óculos
Malditos
me cegam
no Sol
nos Sóis
com lentes
que mentem
pra nóis.
Querida São Paulo
Author: Heitor de Oliveira /São Paulo, minha terra d'água
Terra de luz cheia de raios
Raios de luz, raios de mágoa
Mágoa minha, vida de ensaios...
O minha metrópole querida
Querida de alegria, euforia
Euforia de solidão, ferida
Ferida na canção, diria...
Se eu pudesse mudá-la
Mudá-la para sempre
Sempre iria acaba-la
Acaba-la várias vezes
Vezes que saio, entre
Entre gente e fezes
Seres
Author: Heitor de Oliveira /Você é você
Todos são cada um
E vivo a me perguntar
Por que eu sou eu
E você é você
E todos são cada um ?
Sou fruto do improvável
Improvável que gerou
Você, todos e cada um
Somos todos tão diferentes
Ao mesmo tempo tão parecidos
Viemos todos do incerto
E para o incerto todos iremos
Cada um do mesmo jeito
Porque de cada um em cada um
Somos todos ao mesmo tempo
Eu
Author: Heitor de Oliveira /Não sou de dizer palavras ao vento
Nem de fazer graça dos seus sentimentos
Não quero que pense que minto
Pois saiba que é grande o que sinto
Me falam que eu sou antipático
Que não sei sorrir e brincar
A verdade é que eu sou um fanático
Das nuvens, da chuva e do ar
Não sei escrever poesia
Escrevo pra dar um sentido
Na vida que é chata e vazia
Não sei nem dizer eu te amo
E mesmo que o tenha dito
Espero que o tenha ouvido
Uma de amor
Author: Heitor de Oliveira /Amor se deixa levar, se entrega, se sente
Amor não machuca, amor dói, amor mente
Amor é passar uma noite na sala
Brincando de nomes e contos de fada
Amor é deitar numa rua deserta
Gozando da cara da vida incerta
Amor é fazer brigadeiro no chão
Fazendo caretas, sorrisos então
Amor é poesia que nasce na mesa
Amor é conversa e o resto incerteza
Um céu sem estrelas, um espectro na Terra
Author: Heitor de Oliveira /Surgem apenas algumas metáforas tentando esclarecer
Por exemplo, pegar a folha de papel e começar a escrever
Eu diria que meus instintos me movem à escrita
Afinal inspiração não passa de uma tradução de uma vontade
O a vontade que me traz aqui é a minha paixão por estrelas
Singularidade é um dom que prezo muito
Por isso não consigo desprezar o brilho intenso que cada estrela exerce sobre mim
E mais que isso, quando todas as estrelas se perdem no infinito
Um único espectro, oriundo do brilho das mais magníficas estrelas
Se mostra diante de mim, somado de todas as belas cores que enfeitam esse mundo
Sim, repetir é necessário
A singularidade lhe mantém na forma mais perfeita que possui
Lembre-se de todas aquelas palavras ditas
E cativa, impiedosamente, as riquesas da sua luz.
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